Suas defesas felinas o lançaram para a fama no Peru, de onde foi transferido para o futebol francês. Hoje é figura da seleção peruana e aspira a chegar à final da Copa América. Raúl Fernández analisa a Copa América e o momento do Peru.
Que sensação a Copa América te dá?
Que é jogada em bom nível, e que na América do Sul estão os melhores do mundo. Eu me sinto muito honrado de poder participar e ser titular sabendo o que significa este torneio, além de que nos serve muito para sabermos em que nível estamos para as Eliminatórias.
Definitivamente os empates de Argentina e Brasil surpreendem, especialmente depois que chegamos a este país e percebemos o otimismo que se esperava na Copa. Isto deve servir para que respeitem os rivais, já que eles também jogam e têm suas próprias metas. Na América do Sul não existem os patinhos feios, e já provamos isso, assim como Bolívia e Venezuela.
Fala que as coisas estão equilibradas, acredita que para cima ou para baixo?
É difícil saber, cada partida é diferente e me parece que só se trata de más atuações de Argentina e Brasil. Nós demonstramos que melhoramos e reitero que nos serve para demonstrar que vamos por um bom caminho para nosso objetivo: classificar-nos para o Mundial do Brasil.
O que o Peru aspira neste torneio?
Nossa idéia é jogar a final, acreditamos que somos capazes e trabalhamos para isso. Como o principal é ir passo a passo e não perder o sonho inicial, com ordem e sacrifício que vemos tendo, sabemos que é possível. Primeiro temos que ganhar do México.
Tem estudado a equipe azteca?
Sim, tem muitos bons jogadores, apesar de serem mais jovens. Giovani Dos Santos é um grande atacante. Com certeza será duro, mas nossa idéia é ganhar, e em campo teremos que reverter contra o que nunca havíamos enfrentado.
Com esse momento de Raúl Fernández, titular na seleção de seu país e provavelmente no Nice da França após a lesão de David Ospina, como se sente?
Estou com muita tranqüilidade, esperava isto da seleção. Sobre David é relativo, pois seguramente quando voltarmos ao início de temporada na França ele já estará recuperado, assim que lutaremos em igualdade de condições, já que vou à Nice para demonstrar que posso ser titular.
Sentia-se titular da seleção?
Na verdade, não. A briga foi muito equilibrada. Eu trabalhei com a mesma humildade de sempre e no fim o treinador optou por mim, apesar de Leao ou Salomón também virem em um bom nível.
Quanto Oscar Ibáñez influenciou em seu crescimento?
Um ídolo, desde pequeno eu o sigo. É incrível que agora seja meu preparador e aprendo muitíssimo com ele. Já trabalhamos junto em 2008, onde o conheci melhor e aprendi a valorizar toda sua experiência.
O que pensa se te digo Universitario de Desportes?
Definitivamente, Universitario de Desportes. É minha casa, minha vida, minha paixão. É um clube que me viu crescer e ao qual prometo voltar para me aposentar.


13:14
Marcos Paulo
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